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Presidente Pedro Verona Rodrigues Pires

Natural
do segundo povoado edificado em Cabo Verde, a cidade de São Filipe
(Fogo), onde nasceu a 29 de Abril de 1934, Pedro Verona Rodrigues
Pires foi companheiro de Amílcar Cabral e o primeiro chefe de governo
do país.
Em São Filipe fez o ensino primário e nas cidades da Praia e Mindelo
o secundário, tendo partido em 1956 para Portugal para estudar Ciências
em Lisboa.
Frequentador da Casa de Estudantes do Império, interrompeu os estudos
para cumprir o serviço militar como oficial miliciano da Força Aérea
Portuguesa.
Com o início da luta armada de libertação nacional em Angola
(Fevereiro de 1961), Pedro Pires decide desertar e sair
clandestinamente de Portugal (Junho de 1961).
Depois de sete dias em Espanha e de 48 horas de prisão em San
Sebastian, refugia-se com os companheiros em Paris, fugindo a seguir
para o Gana, onde teve o seu primeiro encontro com Cabral.
Chegado a Conacri em Setembro de 1961, de imediato integrou as
fileiras do Partido Africano da Independência da Guiné e Cabo Verde
(PAIGC).
Entre 1961 e 1974, a vida de Pedro Pires decorreu ora nas frentes da
diplomacia e do recrutamento de combatentes ora recebendo formações
militares e combatendo nas matas da Guiné-Bissau. Em 1968 integrou a
Frente de Luta na Guiné, como membro do Conselho de Guerra e responsável
pelo Departamento de Recrutamento e Formação, cargo que desempenhou
até ao final da luta armada.
Participou na direcção militar que preparou e executou a operação
de tomada do quartel estratégico de Guiledge (Maio de 1973), na
Frente Sul, que determinou uma viragem decisiva na relação de forças,
a favor dos combatentes do PAIGC.
A seguir ao 25 de Abril, chefiou as delegações do PAIGC que
negociaram com o governo português e conduziram ao reconhecimento do
Estado da Guiné-Bissau e à proclamação do Estado de Cabo Verde, a
05 de Julho de 1975.
Como primeiro-ministro, dedicou-se durante 15 anos à viabilização
do país e à edificação de um Estado independente.
Em Fevereiro de 1990, liderou o movimento interno no PAICV que
conduziria à abertura ao pluralismo político.
Após ter levado o PAICV à vitória nas autárquicas de Fevereiro de
2000, decidiu afastar-se da vida político-partidária activa e
anunciar, em Setembro, a sua candidatura à presidência da República.
Entre as distinções recebidas destacam-se a “Ordem de Amílcar
Cabral” de Cabo Verde, a “Medalha Amílcar Cabral” da Guiné-Bissau,
a “Ordem do Leão” do Senegal e a “Ordem do Infante D.
Henrique” de Portugal.
Estes dados foram
retirados do Almanaque Abril, 2002 e "The Year Book 1997"e
complementados por "L état Du Monde 1996" Annuaire économique et
géopolitique mondial, Éditions La Découverte, Paris.e Revista "Jeune
Afrique" Maio de 1996. |