Apetrechar
as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) - desafia
comandante da Academia Militar de Nampula
O COMANDANTE da Academia Militar, Major General Júlio Jane
disse que a sua instituição tem a missão de formar oficiais
para os quadros permanentes das Forcas Armadas de Defesa de Moçambique
(FADM), tendo iniciado com um grupo de jovens que se inscreveu
de forma espontânea e voluntária, escreve o jornal notícias
na sua edição de 30 de Novembro.
O Major General falava no acto da graduação de oficiais das
FADM em ciências militares, acto ocorrido na passada
sexta-feira, dia 27 de Novembro na cidade de Nampula e que
contou com a presença do Comandante-Chefe das Forcas de Defesa
e Segurança e Presidente da República, Armando Emílio Guebuza.
O concurso terminou
com o apuramento deste grupo de oficiais, incluiu exames de
admissão, provas de selecção, incluindo testes psicotécnicos
e de aptidão física e militar.
Ao longo
do processo de formação 15 porcento dos estudantes admitidos
em 2005 tiveram um fraco aproveitamento pedagógico, o que não
lhes permitiu fazer parte deste grupo de graduados, enquanto
outros nove porcento beneficiaram de bolsas de estudo na
Universidade Eduardo Mondlane, nos cursos de Medicina e
Engenharia Electrónica, disse Júlio Jane.
Segundo a fonte, a
academia abriu com os cursos de Infantaria, Fuzileiros Navais e
Administração Militar.
Contudo, devido ao
carácter multidisciplinar do combate moderno inter-arma,
associado à rápida e crescente evolução da ciência e técnicas
militares, foram introduzidos os cursos de Piloto Aviador,
Comandantes de Meios Radiotécnicos, Artilharia, Engenharia
Militar, Marinha, Comunicações e Blindados totalizando até ao
presente 10 cursos, explicou.
Jane fez questão de
lançar um apelo aos jovens oficiais, afirmando que hoje
termina uma etapa da vossa formação na carteira, mas inicia a
outra e exigente fase da vossa vida. Enquanto alferes,
compete-vos comandar subunidades e exercer funções de nível
de pelotão, disse.
O Comandante da
Academia referia-se ao facto de todos os oficiais terem sido
atribuídos a patente de alferes, que no caso dos Fuzileiros
Navais corresponde a patente de sub-tenente.
Júlio Jane também
abordou a questão do combate à pobreza, afirmando que os
conhecimentos adquiridos no campo da agro-pecuária são
ferramentas indispensáveis com vista a incrementar com sucesso
as actividades produtivas.
Isso
porque vocês foram capazes, juntos com os vossos companheiros,
de produzir hortícolas e aves que muito contribuem para a
diversificação da dieta alimentar, rematou.
Demonstrando a sua
enorme disposição de cumprir o seu dever, os jovens oficiais
manifestaram a sua determinação de não vacilar na manutenção
deste compromisso que lhes custou muitas lágrimas.
A arte da
guerra ensina-nos que o suor e lágrimas derramados durante a
instrução é sangue poupado no campo de batalha. Perante este
ensinamento afirmamos a nossa prontidão para defender a nossa pátria
amada respeitar a Constituição da República, disseram os jovens numa
mensagem para a ocasião.
Durante a cerimónia
foram premiados os quatro melhores estudantes, entre os quais
uma mulher.
Participaram na cerimónia
os ministros da Defesa, da Educação, o Chefe do Estado-Maior
General das FADM, antigos ministros da Defesa, o governador da
província de Nampula, reitores de universidades públicas moçambicanas,
representantes do Governo português, oficiais da Cooperação
Militar Portuguesa, adidos militares acreditados em Moçambique
e outros convidados.
O grupo iniciou a sua
formação a 13 de Julho de 2005, durante uma cerimónia
dirigida pelo incumbente estadista moçambicano.
Na ocasião, o
Camandante-Chefe Armando Guebuza fez um pequeno historial da génese
da academia, cujo patrono é o primeiro Presidente de Moçambique
independente, Marechal Samora Machel, que teria completado 76
anos de vida a 29 de Setembro se não tivesse sido assassinado.
Por isso, Armando
Guebuza disse aos jovens oficiais para se sentirem orgulhosos de
ter uma cerimónia de graduação associada a factos importantes
e a heroicidade dos filhos queridos gerados em Moçambique.
Para Armando Guebuza,
estes factos históricos devem servir de inspiração para que
os jovens hoje graduados se recordem sempre quanto custou a
independência de Moçambique, da pertinência de valorizar e
defender a soberania nacional e da premência de cada cidadão
participar na promoção do desenvolvimento social e económico
do país.
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